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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Paulo Freire...patrono da educação brasileira



LEI Nº 12.612, DE 13 DE ABRIL DE 2012.
Declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de abril de 2012
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante

Conforme vêem acima foi publicado no "Diário Oficial da União", a lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial,  um dos maiores educadores do mundo, Paulo Freire, tem sua obra mais uma vez reconhecida. Provavelmente, há outros educadores deste país que merecem receber homenagens pela sua obra, alguns famosos, outros anônimos. Freire, representa cada um deles.  
Viva a pedagogia do oprimido e suas consequências geradoras, democráticas, dialógicas e oportunizadoras de produção de saberes!
palavraemmim.blogspot.com






quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Luta ...ação transformadora do mundo





Toda realidade está submetida
à possibilidade de nossa intervenção.
A história da luta pela justiça rural
e agrária neste país
revela a superação da posição inicial
da adaptação e adequação,
inclusive como uma forma de defesa.
Uma das razões da minha luta
e presença no mundo é que,
como educador,
eu posso contribuir para que se
vá além dessa passividade,
do que chamo de
posturas rebeldes
e transformadoras do mundo.”

PAULO FREIRE, em entrevista concedida
à TV PUC de São Paulo em abril de 1997



Queridos amigos, dialogando com mundo,

encontramos Freire que inquieta-nos,

provocando rebeldia transgressora, que acentua

possibilidades concretas de intervenção

do educador na realidade.

palavraemmim.blogspot.com






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Educação, ato de amor



“A educação é um ato de amor, por isso,

ato de coragem.

Não pode temer o debate.

A análise da realidade.

Não pode fugir a discussão criadora,

sob pena de ser uma farsa.”


(Paulo Freire)

quinta-feira, 3 de março de 2011

A escola que não queremos...


O educador é o que educa;

os educandos, os que são educados.

o educador é o que sabe;

os educandos, os que não sabem.

o educador é o que pensa;

os educandos, os pensados.

o educador é o que diz a palavra;

os educandos, os que a escutam docilmente.

o educador é o que disciplina

os educandos, os disciplinados.

o educador é o que opta e prescreve sua opção;

os educandos os que seguem a prescrição.

o educador é o que atua;

os educandos, os que têm a ilusão de que atuam.

o educador escolhe o conteúdo programático;

os educandos, se acomodam a ele.

o educador identifica a autoridade do saber

com sua autoridade funcional,

que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos,

estes devem adaptar-se às determinações daquele.

o educador, finalmente, é o sujeito do processo;

os educandos, meros objetos.

Paulo Freire

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ai de nós...educadores


Eu agora diria a nós,

como educadores e educadoras:

ai daqueles e daquelas, entre nós,

que pararem com sua capacidade de sonhar,

de inventar a sua coragem de denunciar e de anunciar.

Ai daqueles e daquelas que,

em lugar de visitar de vez em quando o amanhã,o futuro,

pelo profundo engajamento com o hoje,

com o aqui e com o agora,

ai daqueles que,

em lugar desta viagem constante ao amanhã,

se atrelarem a um passado de exploração e rotina.

Paulo Freire

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Comunhão e busca


Não é possível fazer uma reflexão sobre o que é a educação sem refletir sobre o próprio homem. Por isso, é preciso fazer um estudo filosófico-antropológico. Comecemos por pensar sobre nós mesmos e tratemos de encontrar, na natureza do homem, algo que possa constituir o núcleo fundamental onde se sustente o processo de educação.

Qual seria este núcleo captável a partir de nossa própria experiência existencial?

Este núcleo seria o inacabamento ou a inconclusão do homem. O cão e a árvore também são inacabados, mas o homem se sabe inacabado e por isso se educa. Não haveria educação se o homem fosse um ser acabado. O homem pergunta-se: quem sou? de onde venho? onde posso estar? O homem pode refletir sobre si mesmo e colocar-se num determinado momento, numa certa realidade: é um ser na busca constante de ser mais e, como pode fazer esta auto-reflexão, pode descobrir-se como um ser inacabado, que está em constante busca. Eis aqui a raiz da educação.

A educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado. Isto leva-o à sua perfeição. A educação, portanto, implica uma busca realizada por um sujeito que é o homem. O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser o objeto dela. Por isso, ninguém educa ninguém.

Por outro lado, a busca deve ser algo e deve traduzir-se em ser mais: é uma busca permanente de “si mesmo” (eu não posso pretender que meu filho seja mais era minha busca e não na dele). Sem dúvida, ninguém pode buscar na exclusividade, individualmente. Esta busca solitária poderia traduzir-se em um ter mais, que é uma forma de ser menos. Esta busca deve ser feita com outros seres que também procuram ser mais e em comunhão com outras ”consciências, caso contrário se faria de umas consciências, objetos de outras”. Seria “coisificar” as consciências.

Jaspers disse: “Eu sou na medida em que os outros também são.”

O homem não é uma ilha. É comunicação. Logo, há uma estreita relação entre comunhão e busca.

Paulo Freire - Educação e mudança

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Conhecimento


“Sem a curiosidade que me move,

que me inquieta, que me insere na busca,

não aprendo nem ensino.

Todo conhecimento é auto-conhecimento.

O conhecimento exige uma presença

curiosa do sujeito em face do mundo.

Requer uma ação transformadora sobre a realidade.

Demanda uma busca constante.

Implica em invenção e em reinvenção”.

Paulo Freire

terça-feira, 26 de outubro de 2010

terra


A terra da gente é sua geografia,

sua ecologia, sua topografia e biologia;

mas é também o que mulheres e homens fazem dela.

Ela é como organizamos sua produção,

fazemos sua História, sua educação, sua cultura,

sua comida e ao gosto dela nos fixamos.

A terra da gente envolve luta por sonhos diferentes,

às vezes antagônicos, como o de suas classes sociais.

Minha terra não é, afinal,

uma abstração.

Paulo Freire


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Escola...sim a vida



"O tempo que levamos dizendo

Que para haver alegria na escola

é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo

é o tempo que perdemos para começar

a inventar e a viver a alegria.

Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura,

que marcha, que não tem medo do risco,

por isso que recusa o imobilismo.

A escola em que se pensa, em que se cria,

em que se fala, em que se adivinha,

a escola que apaixonadamente diz sim à vida"


Paulo Freire

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Saberes


“Não há saber mais, nem saber menos,

há saberes diferentes.

Como professor não me é possível

ajudar o educando a superar sua ignorância

se não supero permanentemente a minha".

Paulo Freire

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Leitura do mundo


"O mundo não é, o mundo está sendo.

A leitura do mundo precede a leitura da palavra

O homem, ser de relações, e não só de contatos,

não apenas está no mundo, mas com o mundo.

É porque eu amo o mundo que luto

para que a justiça social venha antes da caridade".

Paulo Freire

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Esperança

"A educação modela as almas e recria os corações.

Ela é a alavanca das mudanças sociais.

Não posso continuar sendo humano

se faço desaparecer em mim a esperança.

Não é, porém, a esperança

um cruzar de braços e esperar.

Movo-me na esperança enquanto luto e,

se luto com esperança, espero."

Paulo Freire

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Escola...democracia


Se tudo o que agente puder

fazer no sentido de convocar

os que vivem em torno da escola,

e dentro da escola, no sentido

de participarem, de tomarem um pouco

o destino da escola na mão, também.

Tudo o que a gente puder fazer nesse sentido

é pouco ainda, considerando o trabalho

imenso que se põe diante de nós que é

o de assumir esse país democraticamente".

Paulo Freire

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Curiosidade


"Sem a curiosidade que me move,

que me inquieta,

que me insere na busca,

não aprendo nem ensino".

Paulo Freire

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

educar...transformar



"Não é possível refazer este país,


democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério,


com adolescentes brincando de matar gente,


ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor.


Se a educação sozinha não transforma a sociedade,


sem ela tampouco a sociedade muda."


Paulo Freire

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

vida em plenitude...


“Minha fala (..)
estava acrescida de um significado
que antes não tinha.
Era, no momento (...)
em que a comunhão não era apenas
a de homens e de mulheres
e de deuses e ancestrais,
mas também a comunhão
com as diferentes expressões de vida.
O universo da comunhão abrangia as árvores,
os bichos, os pássaros, a terra mesma,
os rios, os mares.
A vida em plenitude.”

Paulo Freire - Pedagogia da Esperança, 1992

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ensinar...


Ensinar exige rigorosidade metódica;

Ensinar exige pesquisa;

Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos;

Ensinar exige criticidade;

Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo;
Ensinar exige risco, aceitação do novo

e rejeição a qualquer forma de discriminação;

Ensinar exige o reconhecimento

e assunção da identidade cultural;

Ensinar não é transferir conhecimento;

Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando;

Ensinar exige bom senso;

Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível;

Ensinar exige alegria e esperança;

Ensinar exige apreensão da realidade;

Ensinar exige curiosidade;

Ensinar exige comprometimento;

Ensinar exige compreender que a educação

é uma forma de intervenção no mundo;

Ensinar exige disponibilidade para o diálogo;

Ensinar exige saber escutar.

Paulo Freire

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Re-criando o diálogo


“ Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é,
se a vejo sempre no outro, nunca em mim?”;

“Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente,
virtuoso por herança, diante dos outros, meros “isto”,
em quem não reconheço outros eu?”;

“Como posso dialogar, se me sinto participante
de um “gueto” de homens puros,
donos da verdade e do saber,
para quem todos os que estão fora são “essa gente”,
ou são “nativos inferiores?”;

“Como posso dialogar, se parto de que a pronúncia do mundo
é tarefa de homens seletos e que a presença das massas na história
é sinal de sua deterioração que devo evitar?”;

“Como posso dialogar se tememos a superação e se,
só em pensar nela, sofro e definho?”.

Paulo Freire

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A canoa


Em um largo rio, de difícil travessia,

havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro.

Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

Companheiro, você entende de leis?

Não – Responde o barqueiro.

E o advogado compadecido:

É pena, você perdeu metade da vida!

A professora muito social entra na conversa:

Seu barqueiro sabe ler e escrever?

Também não – Responde o remador.

Que pena! – Condói-se a mestra!

– Você perdeu metade da vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O canoeiro preocupado, pergunta:

Vocês sabem nadar?

Não! – Respondem eles rapidamente.

Então é uma pena – Concluiu o barqueiro

– Vocês perderam toda a sua vida!”

"NÃO HÁ SABER MAIOR OU MENOR”.

"HÁ SABERES DIFERENTES”.

- Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato

- CADA UMA DELAS TEM ALGO DE DIFERENTE A NOS ENSINAR.

Paulo Freire

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ato de ler


A retomada da infância distante,

buscando a compreensão do meu ato de ‘ler’

o mundo particular em que me movia (...),

me é absolutamente significativa.

Neste esforço a que me vou entregando,

recrio, e revivo, no texto que escrevo,

a experiência vivida no momento

em que ainda não lia a palavra."
A Importância do ato de ler, 1982 - Paulo Freire