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domingo, 10 de março de 2013

Cativeiro



Ouvi um pássaro cantar no cativeiro
Nesse instante não contive a emoção
Em saber que a beleza de seu canto
Condenou-o a viver numa prisão

Se por cantares hoje vives prisioneiro
Somos iguais neste ofício de cantor
Pra dar ao mundo mais poesia e ternura
Em liberdade cantar a vida e o amor

(Não tem preço a liberdade não tem dono
Só quem é livre e sente o prazer de cantar
Se um passarinho canta mais quando está preso
É num desejo de um espaço pra cantar)

Quantos homens nas gaiolas desta vida
Aprisionados pela empáfia do poder
São como pássaros cativos da injustiça
Morrendo aos poucos na prisão do mal viver

Quero ver pássaros e homens livremente
Romper na vida toda forma de prisão
Que só o amor e liberdade nos cativem
Aprisionando-se em cada coração

(Não tem preço a liberdade não tem dono
Só quem é livre e sente o prazer de cantar
Se um passarinho canta mais quando está preso
É num desejo de um espaço pra cantar)

Compartilhando as nossas vivências, 
acompanhando ocurso de qualificação social 
e profissional do jovem rural capixaba,
parceria MEPES-SEAG e unidades envolvidas com o campo,
em um diálogo/visita junto a EFA de EMI 
em Barra de São Francisco e a Pastoral da Juventude Rural 
participamos da mística com este lindo e
expressivo canto de luta e liberdade...





quarta-feira, 23 de março de 2011

Educação do campo e seus princípios


• A Educação e o conhecimento universal devem ser garantidos como direitos inalienáveis dos povos do campo;
• Que os povos do campo tenham acesso a educação pública gratuita e universal em todos os níveis e modalidades no e do campo;
• O reconhecimento de que há especificidades no modo de vida, cultura e organização social dos povos do campo:
• A Educação do campo deve ser construída a partir da diversidade dos sujeitos do campo: comunidades negras rurais, quilombolas, bóias frias, assalariados rurais, posseiros, meeiros, arrendatários, acampados, assentados, reassentados atingidos por barragens, agricultores familiares, vileiros rurais, povos das florestas, indígenas, pescadores, ribeirinhos, entre outros;
• O povo do campo tem direito a uma escola do campo, política e pedagogicamente vinculada à história, à cultura e as causas sociais e humanas dos sujeitos do campo;
• O funcionamento e a organização da escola deve ser adequada aos tempos e ao modo de vida dos sujeitos do campo;
• A escola do campo deve estar socialmente referenciada na vida e luta do povo do campo
• Reconhecimento e incorporação das práticas pedagógicas construídas dentro destes princípios, pelos movimentos sociais e outras organizações dos povos do campo;
• Participação das comunidades do campo na construção de políticas públicas, no projeto político pedagógico e nos currículos;
• A educação do campo é um processo de formação humana produzida em diferentes espaços;
• A educação do campo está comprometida com um modelo de desenvolvimento social, economicamente justo e ecologicamente sustentavel
Extraído do documento Por um Educação do Campo